• Ana Estela Haddad discute saúde digital no auditório do IESC

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Secretária do Ministério da Saúde destacou avanços obtidos nos últimos anos e planejamentos para o futuro

O Auditório Dulce Helena Chiaverini, localizado no complexo do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recebeu, na manhã da última terça-feira, 16, a presença da secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, que falou aos presentes sobre as transformações digitais no sistema de saúde brasileiro e o papel da saúde digital no programa Agora Tem Especialistas.

“Quando o programa começou, em 2025, com a chegada do ministro (Alexandre) Padilha, houve um pressão muito forte e a ideia de fazermos um trabalho de quatro anos em dois, para recuperarmos o tempo perdido”, afirmou a secretária. “Isso foi um baque e tivemos que reformular o SUS Digital para atender às imensas demandas, mas acho que conseguimos trabalhar para fazer um desenho integrado. Há uma carência de especialistas, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. A ideia do programa é mobilizar toda a infraestrutura de profissionais, não apenas do setor público, mas também da saúde suplementar, buscando fazer com que toda essa estrutura esteja voltada para ampliar o acesso à atenção especializada e reduzir o tempo de espera”.

O evento foi organizado pelo Grupo de Pesquisa e Documentação sobre o Empresariamento da Saúde (GPDES) do IESC, e a secretária foi apresentada pela coordenadora do grupo, Ligia Bahia, e pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho. Em sua apresentação, Haddad destacou a interoperabilidade do SUS Digital com sistemas estaduais, municipais e privados, e a integração de diversos sistemas com o uso do Cadastro de Pessoa Física (CPF) como identificador único.

“O programa SUS Digital começou no início de 2024, e conseguiu 100% de adesão”, afirmou Haddad. “O país inteiro aderiu, mostrando que a saúde digital se tornou verdadeiramente uma prioridade. A comunicação direta com o cidadão é uma das missões do programa, e um dos desafios foi fazer com que os dados da regulação de cada estado brasileiro chegassem à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), que cresceu mais de 400% a partir de 2023, e permitiu que hoje tenhamos um planejamento estruturado para a soberania digital e um modelo único estratégico para a disseminação das informações para usuários, para o SUS Digital Profissional, e para o Meu SUS Digital, que já é o aplicativo de saúde gratuito mais baixado e utilizado”.

Ao fim da palestra, a secretária – ex-diretora de Gestão de Educação na Saúde entre 2005 e 2012 – respondeu a questionamentos dos presentes, e reforçou as ambições de sua secretaria na disseminação da saúde digital no país

“Não existe saúde digital sem dados e sem capacidade analítica para transformar esses dados em ações estratégicas”, afirmou Haddad. “A saúde digital transcende a própria saúde e envolve a ciência de dados, a computação, a economia e a psicologia, a linguística. Ela nos obriga a romper barreiras integrando diversas disciplinas. Tivemos um aumento de 40% nas cirurgias eletivas, nossas carretas que percorrem o Brasil estão assistindo pessoas que estavam até então desassistidas, principalmente na oftalmologia e na saúde da mulher. Nossa plataforma está dando voz não apenas aos usuários, mas também a outros atores que constroem a saúde digital todos os dias”.

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